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Atual campeão, Osasco sonha com título da Superliga e do Mundial

Equipe que conta com seis vice-campeãs mundiais no Japão e é comandada pelo técnico Luizomar de Moura trabalha forte para se manter no topo

Da incerteza ao título. Foi assim a caminhada do Osasco na temporada passada da Superliga. Depois de ter perdido pela quarta vez consecutiva a taça para o Rio de Janeiro, a equipe ficou sabendo que seria desfeita. A entrada de um novo patrocinador permitiu a manutenção do grupo para a Superliga 2009/2010 e uma nova chance para tentar mudar uma incômoda escrita. Deu certo. O Osasco venceu seu maior rival e voltou à galeria dos campeões da competição.
Jaqueline Natalia osasco vôleiJaqueline e Natália em ação na final da Superliga  2009/2010 (Foto: Bruno Miani / VIPCOMM)
Na temporada na qual defenderá o título, Luizomar de Moura não prevê grandes mudanças. O sentimento que deverá nortear suas comandadas será o mesmo: muito trabalho. Mais ainda porque o time sonha comemorar três conquistas: o Paulista, o Mundial Interclubes do Qatar e a Superliga, que terá início neste sábado.
Nos próximos dias, o GLOBOESPORTE.COM apresenta outros times que prometem lutar pelo título da edição 2010/2011.
A craque                                                                                                                                                   Na temporada passada, Jaqueline trocou a Europa pelo Brasil com o intuito de ajudar seu time a conseguir fazer o título mudar de mãos. Fez mais. A campeã olímpica foi eleita a melhor jogadora da final do campeonato.
Fique de olho                                                                                                                                    Depois de mostrar força, talento e personalidade no Mundial do Japão, Natália deve evoluir ainda mais na próxima temporada da Superliga. Aos 21 anos, a oposta já disse "presente" e deixou claro que veio para ficar.
Até onde chega?
"Vamos para a nossa quinta temporada juntos e sabemos que o sentimento não pode ser diferente do daquelas seguidas que saímos como vices e depois de uma grande luta fomos vitoriosos. Temos que continuar na trilha e trabalhando para fazermos jus ao melhor campeonato feminino do mundo. O início vai ser um pouco difícil porque temos que administrar a final do Paulista e o Mundial Interclubes, no qual seremos o representante da América do Sul e vamos buscar o título. Temos que pensar uma competição de cada vez", disse o técnico Luizomar de Moura.

Campanha na última Superliga
A equipe pôs fim a uma sequência de quatro títulos seguidos do Rio de Janeiro ao vencer a final, no ginásio do Ibirapuera por 3 sets a 2, parciais de 25/23, 18/25, 19/25, 25/13 e 15/12.

Estreia neste campeonato
28/11, às 11h, contra o Brusque, em Osasco.

 

Vissotto se defende de acusações de Serginho: 'Não vou passar como vilão'

Oposto do Vôlei Futuro garante que também foi ofendido pelo líbero do Sesi

O clima tenso após o fim da segunda partida da final do Campeonato Paulista de vôlei, na noite de quinta-feira, deve seguir para o jogo final, neste sábado. O oposto Leandro Vissotto, do Vôlei Futuro, que teria ofendido o líbero Serginho, do Sesi, após a vitória de sua equipe, garante que também foi xingado pelo rival.
- O Serginho disse que eu o xinguei no primeiro jogo, mas na verdade houve uma troca de ofensas. Ele me mandou calar a boca, me chamou de moleque etc. Mas eu encarei isso como coisa de jogo, que acabaria junto com a partida, tanto que eles ganharam e depois eu o cumprimentei normalmente - disse Vissotto.

Vissotto afirmou que o líbero agiu de forma nervosa durante toda a partida.

- Durante o jogo, eu não falei nenhuma vez com o Serginho. Houve um momento em que teve uma divergência entre o Ricardinho (levantador do Vôlei Futuro) e o Sidão (central do Sesi) e eu pedi calma para o Sidão, meu companheiro na seleção. Mas o Serginho veio em minha direção, me xingou e mais uma vez me chamou de moleque.

A confusão começou quando o líbero se recusou a cumprimentar o rival. Vissotto afirma, no entanto, que não levará o problema para a partida final.

- Em São Paulo, eu perdi o jogo e o cumprimentei normalmente. Ontem (quinta-feira), quando meu time ganhou, ele tirou a mão quando nos cruzamos na rede. Eu fiquei indignado e fui perguntar por que um atleta com a história dele, e com quem joguei muitas vezes na seleção, tinha feito aquilo. Quero muito ganhar esse título pelo Vôlei Futuro. Mas, aconteça o que acontecer amanhã (sábado), vou cumprimentar todos os jogadores do Sesi, inclusive o Serginho, antes e depois da partida. Tenho um respeito muito grande por todos eles, mas só quis esclarecer o que aconteceu para não passar como o vilão dessa história.

 

 

Campinas começa bem na Superliga e derrota Blumenau com tranquilidade

Time paulista ganha por 3 sets a 0 em uma hora e 11 minutos. Montes Claros vence Sogipa de virada e chega à sua terceira vitória na competição

vôlei FrancoFranco marcou 14 pontos para o Campinas na
estreia do time (Foto: Divulgação)
Campinas estreou com grande tranquilidade na Superliga. Jogando em casa a sua primeira partida na competição nacional, o time venceu o Blumenau por 3 sets a 0, parciais de 25/19, 25/20 e 25/14, em uma hora e 11 minutos.
O oposto Franco, de Campinas, e o ponta Marcos, de Blumenau, foram os maiores pontuadores da partida, com 14 acertos cada um. O levantador Daniel, do time paulista, foi escolhido o melhor da partida.
- Foi muito bom começar com o pé direito. Iniciar com vitória em um campeonato como a Superliga, que, este ano, será uma das mais equilibradas, é importante. Estamos treinando pesado para ter uma sequência de bons resultados – disse Daniel.
Montes Claros vira e mantém a invencibilidade
Atual vice-campeão, Montes Claros levou um susto nesta quinta. Em Porto Alegre, Sogipa abriu dois sets de vantagem, mas o time mineiro buscou a virada e ganhou no tie-break (25/22, 25/22, 20/25, 18/25 e 9/15), conseguindo sua terceira vitória na Superliga. Leandrão, da equipe visitante, marcou 23 vezes e foi o maior pontuador da partida, que durou duas horas e dois minutos.

 

'A hora é de tentar recuperar as meninas', diz Luizomar de Moura

Técnico do Osasco elogia o espírito guerreiro das vice-campeãs mundiais e destaca a necessidade de trabalhar a parte emocional na volta aos treinos

Por Danielle Rocha Rio de Janeiro
Os rostos ainda denunciam o que os discursos tentam esconder. Apesar de estarem orgulhosas pela superação e luta do grupo, e pelo reconhecimento do esforço na volta ao Brasil, as jogadoras ainda tentam esquecer aquele 14 de novembro, em que Gamova roubou da seleção a medalha de ouro no Mundial do Japão. Mas elas terão pouco tempo para pensar nele, já que os estaduais e a Superliga batem à porta. Nesta retomada de trabalho nos clubes, o técnico Luizomar de Moura, acredita que será importante trabalhar o lado emocional das atletas.  No Osasco, ele conta com seis vice-campeãs mundiais no elenco: Jaqueline, Natália, Thaisa, Sassá, Camila Brait e Adenizia.
- A hora é de tentar recuperar as meninas. O aspecto emocional tem que ser trabalhado neste momento por causa da frustração, assim como a parte física também. Temos que ter carinho especial pelas guerreiras. Mas atleta se renova e agora já tem outros campeonatos para se concentrarem - disse o treinador.
jogadoras no lançamento da Superliga de vôleiVice-campeãs mundiais e campeãs olímpicas recebem homenagem (Foto: Márcia Feitosa / VIPCOMM)
Há cinco anos no Rio de Janeiro, a líbero Fabi sabe que terá em Bernardinho uma ajuda importante para terminar de virar a página. Parte da dor já diminuiu depois que José Roberto Guimarães revelou o orgulho que sentia pela equipe, que atuou desfalcada de Mari e Paula Pequeno.
- A palavra do Zé foi para reconhecer o que a fizemos de bom. Às vezes a gente não vê o que fez de bom. Acho que aquele dia a Gamova vai anotar e lembrar para o resto da vida pelos 35 pontos que fez. Mas nós conseguimos 10 vitórias e uma de virada contra o Japão, fizemos uma campanha brilhante e temos de manter a cabeça erguida. Agora vamos para a Superliga e o Bernardo é um cara motivador e tem uma capacidade, um dom de buscar algo a mais dos atletas - afirmou.
Sheilla, sua nova companheira de time, diz que já conseguiu deixar a angústia para trás. Prefere focar no treinamento, que será retomado nesta sexta-feira, sob a batuta de Bernardinho.
- Eu não me canso de ouvir elogios dele. Considero um privilégio poder passar seis meses sob o comando dele e mais seis com o Zé Roberto.
Jaqueline encontrou em casa, no marido Murilo, ponteiro da seleção, o conforto que precisava. Estava apreensiva para saber como os torcedores enxergariam o revés. Se surpreendeu com a festa no desembarque.
- Descemos do avião e o apoio que tivemos foi diferente de 2006. Foi muito especial para mim. Eu contei muito com o apoio do Murilo quando estive lá. Ele entende o nosso sofrimento e me ajudou pra caramba. Não adianta baixar a cabeça. É preciso seguir em frente. Em 2006 tivemos aquele baque e crescemos nas Olimpíadas. Por isso que acho que a de Londres é nossa - sorri Jaqueline. 
Mari e Paula Pequeno, que estavam em fase de recuperação de lesões, tiveram de acompanhar ao Mundial pela TV. Torceram, sofreram, elogiaram Natália, a força e o poder de superação da equipe.
- Os dois primeiros dias foram de ressaca da derrota. Deppis passa porque se sofrer não se consegue treinar. O time não estava completo e talvez ninguém esperasse tanto assim da seleção. Fiquei sofrendo, mas não tinha o que fazer. O saldo foi positivo. As meninas foram muito bem - disse Mari.