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Sem direito a hino, atletas do Kuwait sobem ao pódio nos Jogos Asiáticos

Comitê do país está sendo punido por interferência do governo no esporte

 
Naser Meqlad Kuwait tiro nos Jogos AsiáticosNaser Meqlad, ouro nos Jogos Asiáticos (Foto: AFP)
Eles ganharam o ouro e a prata no tiro dos Jogos Asiáticos, mas não puderam escutar o hino no pódio. Naser Meqlad, o campeão, e Khaled Almudhaf não representam oficialmente o local onde nasceram. Competem sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI), entidade que, em janeiro, suspendeu o Comitê Olímpico do Kuwait por interferência do governo. Segundo o COI, uma forma de proteger o movimento olímpico local.
O estopim foi a não anulação de uma lei que permite que o Estado interfira nas eleições das organizações esportivas. O prazo dado pelo COI era até o dia 31 de dezembro. Segundo o órgão, a discussão começou em 2007.
O Kuwait não consta na lista de 45 países que disputam os Jogos Asiáticos. Os atletas foram autorizados a competir, mas as medalhas não são contabilizadas para o país.
- Dói, já chorei duas vezes. Mas o que posso fazer? Queria tirar a bandeira do COI e escutar meu hino nacional. Meu coração é uma rocha - disse Almudhaf, em entrevista à agência "AP".
Meqlad e Almudhaf Kuwait tiro nos Jogos AsiáticosAlmudhaf e Meglad, do Kuwait, no pódio dos Jogos Asiáticos (Foto: AFP)

 

Medalhista de prata é o primeiro caso de doping nos Jogos Asiáticos

Judoca do Uzbequistão Shokir Muminov foi flagrado por uso de estimulante

Por Das agências de notícias Guangzhou, China
Shokir Muminov judô Uzbequistão dopingShokir Muminov perde a medalha (Foto: AFP)
O judoca Shokir Muminov, do Uzbequistão, foi o primeiro a ser flagrado em exame antidoping durante a 16ª edição dos Jogos Asiáticos, em Guangzhou, na China. Ele tinha conquistado a medalha de prata da da categoria até 81kg. Os testes apontaram presença de um estimulante.
Muminov, de 27 anos, perdeu a medalha. A prata foi para o japonês Masahiro Takamatsu e para o casaque Islam Bozbayev. No judô, dois atletas levam o bronze.
Nos Jogos de Doha, em 2006, quatro atletas do levantamento foram flagrados no antidoping. Zhao Jian, diretor do departamento de controle, disse que a previsão é colher 1.500 amostras de urina e 200 de sangue.
Cerca de 12.000 atletas de 45 países disputam 476 medalhas de ouro em 42


FOTOS: modelo desmaia em entrega de medalhas do 'barco dragão'

Incidente foi durante cerimônia de premiação dos Jogos Asiáticos

Por Das agências de notícias Guangzhou, China
Uma modelo desmaiou durante a cerimônia de premiação da modalidade "barco dragão" dos Jogos Asiáticos. Ela sentiu-se mal quando entregava medalhas à equipe feminina da Indonésia, prata dos 1000m. O ouro ficou com a China, e a Indonésia completou o pódio.
O "barco dragão" - nome referente ao formato da embarcação - é uma das modalidades peculiares dos Jogos Asiáticos, competição disputada de quatro em quatro anos. A edição deste ano conta com a participação de 45 países.
Modelos  entregam medalhas do Asian GamesTime de modelos para entregar as medalhas (Foto: Getty Images)
Modelo desmaia em entrega de medalhas do Asian GamesUma das modelos cai durante a entrega de medalhas dos Jogos Asiáticos (Foto: Getty Images)

 

 

Robert Scheidt envia carta à Isaf para tentar salvar a Star nos Jogos de 2016

Classe deu cinco das 16 medalhas olímpicas do Brasil na vela

Robert Scheidt e Bruno Prada durante as Olimpíadas de 2008Robert Scheidt e Bruno Prada: prata nas Olimpíadas
de Pequim-2008 (Foto: AP)
O brasileiro Robert Scheidt, prata na Star em Pequim-2008, entrou na batalha para evitar que a classe seja excluída do programa olímpico dos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Ele enviou uma carta para o presidente da Federação Internacional de Vela (Isaf), Goran Petersson. Em vez dos 11 classes previstas para os próximos Jogos, em Londres-2012, 2016 teria apenas dez.
No programa olímpico desde 1932, a Star é a classe mais antiga da vela. Deu cinco das 16 medalhas olímpicas do Brasil no esporte.
- Seria um baque muito grande para a vela nacional e acho que também para os organizadores dos Jogos e o próprio COB. Nossa batalha tem de ser pela manutenção da 11ª classe, como em Londres - disse Scheidt.
Scheidt esclareceu que a decisão será tomada em maio, durante votação.
- O que existe é a sugestão de alguns delegados da federação internacional que sugeriram alterações. Como a Star não tem grande representatividade em países da Ásia nem na Austrália e da Nova Zelândia, a área da Oceania, eles preferem optar por barcos mais simples.
As dez classes propostas pela Isaf são kiteboard, masculino e feminino; laser, masculino; laser radial, feminino; uma prova mista da 470; 49er, masculino; Finn, masculino; Elliott 6m, feminino; Skiff, feminino; multicasco. Scheidt, que antes competia na Laser, aponta que a classe Star é fundamental na carreira dos velejadores.
- A Star é a continuidade da carreira de vários atletas (ele próprio, nove vezes campeão mundial da Laser e dono de três medalhas olímpicas, mudou para a Star). A classe que concentra as maiores estrelas do iatismo mundial. E que apresenta regatas muito acirradas, decididas metro a metro. Na última Olimpíada, por exemplo, as medalhas só foram definidas na última perna da Medal Race.